O projeto da Linha de Alta Velocidade (LAV), também conhecido popularmente como TGV, é uma nova infraestrutura ferroviária que vai ligar Porto e Lisboa em cerca de 1h15, reduzindo drasticamente o tempo de viagem entre as duas maiores cidades do país. Trata-se de um projeto histórico, discutido em Portugal desde os anos 90, que se concretiza agora como a maior obra pública nacional das últimas décadas.
Os benefícios da nova linha transcendem a redução de distâncias e do tempo de viagem, representando uma transformação profunda na mobilidade e no sistema ferroviário português. Este projeto de modernização vai aproximar as regiões, aumentar a competitividade e integrar Portugal na rede europeia de alta velocidade, contribuindo simultaneamente para o cumprimento dos objetivos nacionais e europeus de sustentabilidade, ao promover o transporte coletivo de baixo carbono, em alternativa ao automóvel e ao avião.
O projeto LAV está enquadrado no Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030) e no programa Ferrovia 2020, alinhando-se com os objetivos nacionais e europeus de mobilidade e sustentabilidade. A concretização da Linha representa um novo patamar de integração europeia e desenvolvimento sustentável, aproximando regiões, pessoas e oportunidades, num país mais coeso e moderno.
Em 1999, Portugal apresentou pela primeira vez o projeto do TGV, com a promessa de ligar Lisboa a Madrid e, numa segunda fase, Porto a Lisboa. O entusiasmo inicial deu lugar a sucessivos adiamentos, ditados por diferentes conjunturas políticas e económicas ao longo das duas décadas seguintes.
Duas décadas depois, a Linha de Alta Velocidade volta à agenda nacional. É integrada no Plano Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030) e no programa Ferrovia 2020,marcando a decisão política de avançar com a obra.
O Banco Europeu de Investimento (BEI) aprova um pacote global de 3 mil milhões de euros para apoiar a construção da Linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa. Este financiamento garante a viabilidade financeira do projeto e permite lançar as primeiras concessões.
O primeiro concurso público internacional da Linha de Alta Velocidade Porto–Lisboa, referente ao troço Porto - Oiã da Fase 1, foi adjudicado em outubro de 2024 ao consórcio português LusoLav e formalizado a 29 de julho de 2025 com a assinatura do contrato de concessão pela AVAN Norte.
A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) inicia o processo de Verificação da Conformidade Ambiental (RECAPE) da primeira fase da Linha de Alta Velocidade. Esta etapa garante a conformidade do projeto com os requisitos legais e ambientais, avaliando os efeitos da obra no território e definindo medidas de mitigação e compensação.